segunda-feira, 5 de julho de 2010

SOCORRO ABREU



EM HOMENAGEM A MINHA GRANDE AMIGA

SOCORRO ABREU








Saltitante alegre beija-flor.
Do capim seco, capinzal verde surgia.
Nos tempos de ventania,
a maré brava subia.
O cata-vento girava, girava...
E tornava-se calmaria.
Nas amargas madrugadas,
serenata acontecia.
A ciranda abria a roda, até a barra do dia.
Tudo isso, era Socorro.
Música, poesia, festa.
Luta, garra, valentia.
Era Socorro Abreu!
Era Socorro alegria!
O beija-flor que voou.
Levou um pedaço de todos.
Numa partida sem volta.
Sem festa e sem despedida.
Num canto triste de dor,
a viola se calou.
Amargando a grande saudade.
Rasgando as doces lembranças.
De uma Socorro tão nossa.
Tão vida e tão esperança!!!


Inacelita 07/12/1988

2 comentários:

JOSÉ JÚLIO disse...

Brigado por esse poema Inacelita,Socorro foi minha amiga e ainda é nos sonhos que povoam nossos corações e mentes e a Corrinha era isso mesmo, um lindo Beija-Flor cujas asas não se podia ver! Lindo teu poema!

Canto Poético disse...

Obrigada José Júlio.
Socorro, também era minha grande amiga.
Amiga da minha familia.
Todos a amavam.
Fazia parte do meu grupo de teatro.

Quantas saudades!

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