terça-feira, 13 de julho de 2010

NOSSO ENCONTRO

Se fez nas correntes.
Nas pontas de pedras.
De espelho, a feia visão
da vida sofrida.
E brotou, num monte de lixo,
debaixo do grito de ordem.
Quanta poeira, da estreda comprida.
Cresceu, com o peso da labuta.
Preso à terra seca,
num regime de fome.
Mesmo sem liberdade,
havia uma consciência solta,
por fora das grades,
mesmo dentro dos muros.
Subindo aos barrancos, veio a fantasia...
E sonhou!
Sonhos de liberdade, onde todos os laços,
tornavam-se fitas soltas!
Mas a triste realidade, encharcou tudo de lama.
Entristeceu...
... Mas não morreu.
Já se fizera raiz!
Encarou a terra bruta e avançou.
Por fora dos muros

Livre!

Inacelita  Damasceno

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